No pior cenário, 2,5 milhões de portugueses serão infectados com a gripe A, o que não ocorrerá em simultâneo, mas ao longo de seis a oito semanas. Um cenário traçado esta quarta-feira pela ministra da Saúde, numa reunião com directores e jornalistas dos principais órgãos de comunicação portugueses.

A grande maioria dos doentes infectados com a gripe A já teve alta clínica. Os internamentos deveram-se mais a uma tentativa de controlar a disseminação do virús do que a complicações resultantes da infecção.

Quem já foi infectado com esta estirpe está agora defendido, não voltará a adoecer com gripe A e conviveu com a doença no Verão, uma altura em que são mais reduzidas as hipóteses de ter complicações.

As autoridades estão, ainda assim, confiantes em relação ao Inverno. Com a chegada do frio, é certo que o número de infecções vai disparar, mas 94 em cada cem doentes serão tratados em casa, sem recorrer aos serviços de saúde e apenas com medicamentos comuns para baixar a febre.

Os restantes poderão precisar de antivirais e assistência médica mas a ministra Ana Jorge garante que "os serviços estão preparados para responder a todos".

A ministra da Saúde já tinha anunciado o alargamento progressivo dos serviços de atendimento. Para já, há mais quatro hospitais de referência mas está previsto que alguns centros de saúde também sejam referenciados.

A fasquia dos cem casos foi ultrapassada na terça-feira, mas todos os dias são confirmadas mais infecções. Ontem, o número subiu para 107.