Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal

16
Jul 09



 
No dia em que o Director Geral de Saúde vai ao Parlamento informar os deputados da situação portuguesa em relação à doença, os empresários mostram a sua preocupação.


 

A situação da Gripe A em Portugal vai estar hoje em debate no Parlamento.

A Comissão Parlamentar de Saúde vai ouvir Francisco George, o Director-Geral da Saúde, sobre o actual cenário e o que está a ser feito por parte das autoridades.

Vai ainda ser discutida uma proposta do CDS-PP para a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a situação da gripe A.

Esta é uma proposta que estará condenada à partida. A presidente da comissão, a socialista Maria de Belém Roseira, afirma que já tinha feito uma sugestão semelhante, que foi recusada pelo próprio CDS, por isso considera que esta proposta não faz qualquer sentido. 

 

 

 

Empresários preocupados

Preocupadas com o evoluir da situação, estão as empresas portuguesas.

A Associação Empresarial de Portugal admite que, caso a situação venha a evoluir para uma epidemia, cada empresa tem de ter um plano de contingência.

A Associação vai, por isso, promover um encontro preparatório na próxima semana, no dia 21 em Leça da Palmeira, em conjunto com as autoridades de saúde, garante Paulo Nuno Almeida, vice-presidente da AEP. Na reunião participam também a Direcção Regional de Saúde do Norte, bem como a Autoridade para as Condições de Trabalho.

À partida, a prevenção é a aposta da AEP para combater a Gripe A. A definição de um plano de contingência para cada empresa é a primeira medida a tomar. Mas, se o pior se confirmar, ou seja, se no Outono 20 a 25% da população tiver contraído o vírus, a massa empresarial portuguesa poderá estar em risco, avisa Paulo Nunes de Almeida.

“A situação seria complexa porque o absentismo colocaria em causa as empresas e os seus próprios fornecedores e clientes”, explica.

Quanto aos custos do absentismo, a AEP defende que não podem ser os empresários a pagar essa factura. Paulo Nunes de Almeida diz que “estamos perante um caso de saúde pública” e, por isso, “deveria ser accionado um fundo extraordinário da Segurança Social”, para que “não sejam as empresas a suportar estes custos”.

 

Discotecas garantem colaboração estreita com a DGS

Os empresários da noite garantem estar em estreita coordenação com as autoridades de saúde nesta matéria.

Os responsáveis pela Associação Nacional de Discotecas garantem ter já recebido indicações por parte da Direcção-Geral de Saúde. Francisco Tadeu diz que os associados já receberam as medidas de precaução e que os associados querem ser parte da solução e não do problema.



 

publicado por HF às 12:30
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