O consultor da Direcção-Geral de Saúde acentuou que as recomendações das autoridades sanitárias britânicas dirigidas às grávidas, entre as quais evitarem multidões e viajarem em transportes públicos, "baseiam-se numa realidade epidemiológica muito diferente".

"Neste momento, o Reino Unido tem vários focos de transmissão mantida na comunidade e as autoridades tomaram uma medida que reflecte o nível de actividade no seu país que não é de maneira nenhuma sobreponível à quase generalidade dos países europeus", esclareceu o especialista.

Filipe Froes vincou que a situação britânica "é muito diferente da da maior parte dos outros países", entre os quais Portugal, onde ainda não se regista o contágio em comunidade.

No entanto, o médico sublinhou que "as grávidas são consideradas um grupo de risco quer para a gripe endémica quer para a gripe sazonal", embora a Direcção-Geral de Saúde tenha feito apenas alertas especiais para as crianças, as pessoas com mais de 65 anos e os portadores de doenças crónicas.

Froes salientou que a circular sobre a vacinação gripal recomenda a administração da vacina contra a gripe às "grávidas que vão estar no decurso do segundo ou terceiro trimestre de gravidez, na época de maior actividade do vírus da gripe".

O subdirector-geral da Saúde, José Robalo, referiu na Comissão Parlamentar de Saúde na semana passada que as grávidas e as crianças só deverão receber a vacina contra a Gripe A (H1N1) em Fevereiro de 2010.
O Governo vai despender 45 milhões de euros para a aquisição de três milhões de vacinas contra a Gripe A (H1N1), a que corresponde seis milhões de doses, prevendo que estejam disponíveis em Janeiro, no máximo.

Lusa