Durante os meses de Verão, as festas, feiras e romarias atraem milhares de pessoas a vários pontos do país. Verdadeiras multidões enchem os recintos e apesar da maioria ser ao ar livre, é grande a proximidade entre as pessoas e multiplicam-se os contactos físicos.

O Verão é também a festa dos emigrantes que regressam às aldeias, vilas e cidades de onde partiram. Alguns vêm de países onde a gripe A está mais disseminada.

A Associação Nacional de Freguesias diz que os autarcas estão sensibilizados para os riscos. A aposta é uma vez mais a informação como forma de prevenir o contágio pelo virús H1 N1.

Mas algumas das maiores festas populares não vão limitar-se à distribuição de panfletos. Para impedir o contacto directo com os visitantes, os funcionários vão ter uma separação de vidro. Noutros casos, os espaços de atendimentos vão ser apetrechados com desinfectantes para as mãos.

A caminhada da gripe A em Portugal prossegue a um ritmo ainda assim controlado. Nas últimas 24 horas foram confirmadas mais 7 infecções pelo H1 N1. O número de casos, desde o início de Maio, sobe assim para 161.

Alguns aeroportos e companhias aéreas europeias estão a adoptar medidas drásticas, para evitar a entrada de passageiros que poderão estar contaminados com a gripe A.

A TAP não vai avançar, por enquanto, com outras medidas para além da distribuição de informação e a presença de uma delegada de saúde nalguns aeroportos.

Empresários reunidos na Exponor

A previsão da chegada da Gripe A, está a preocupar também os empresários. Cerca de 350 reuniram-se esta terça-feira na Exponor, em Matosinhos, para tentarem encontrar soluções que protejam as indústrias da mais que provável pandemia.

Assim, para que as empresas possam estar prevenidas
e ter o menor número de baixas possível quando a pandemia chegar,
a Associação Empresarial de Portugal quis esclarecer todos os associados sobre o que fazer.

Haverá um plano para cada empresa que poderá passar pelo teletrabalho ou pela contratação de funcionários em regime de trabalho temporário. Mas numa época já de si difícil,
por causa da crise económica, correr o risco de ficar sem funcionários
pode trazer consequências para as empresas.