Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal

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Jul 09

Pelo menos, vinte alunos portugueses, que estão num curso de verão em Oxford, apresentam sintomas de Gripe A. Quiseram aproveitar a época de férias lectivas em Portugal para melhorar o seu curriculum e o seu inglês e inscreveram-se num curso de verão numa escola de Oxford, no Reino Unido. Chegaram na semana passada a Oxford. Passados alguns dias começaram a apresentar sintomatologia da Gripe A. Os alunos foram então observados pelos médicos que lhes receitaram o Tamiflu, tratamento que estão a cumprir. Fizeram entretanto análises ao sangue para verificar se de facto estarão infectados com o vírus da Gripe A H1N1. Os resultados dessas análises só serão conhecidos na próxima segunda-feira.Os jovens têm regresso marcado a Portugal para o próximo dia 25 de Julho. A viagem dos jovens estudantes portugueses surge numa altura em que no Reino Unido foram confirmados 2.271 novos casos apenas nas úiltimas 24 horas. Desde o início da pandemia morreram em Inglaterra 14 pessoas infectadas com o vírus da gripe A H1N1. Também em Inglaterra já foi anunciada a primeira morte devido à gripe A sem que esta esteja associada a qualquer outro problema de saúde. Equipa de andebol jovem da Madeira sob suspeita de ter sido contaminada em Itália Um outro grupo de jovens, desta feita na Madeira, tem estado sob especial atenção nos últimos dias. O grupo de setenta madeirenses participava num torneio internacional de andebol, em Itália. Estão todos sob vigilância devido a um surto de gripe A que atingiu a equipa de Chipre. Não haverá, no entanto, motivos para alarme . Os jvens portugueses não terão tido qualquer contacto com os atletas cipriotas e estão para já, todos bem. "Continuamos todos na mesma, com os atletas a não apresentarem qualquer sintoma", disse o professor Duarte Sousa, em declarações ao Jornal da tarde da RTP. "Na delegação portuguesa estão todos bem, ninguém apresenta nenhum sintoma, temos andado a dar muita atenção a isso, temos tido mais cuidado em relação à higiene diária, lavado as maõs muitas vezes, muito cuidado com os contactos com os outros, e mesmo em relação às outras comitivas, por enquanto não apareceu nenhum caso", concluiu este professor que acompanhou os jovens na sua digressão desportiva em Itália. Os atletas da Madeira regressam de Itália na próxima segunda-feira, mas antes fazem uma escala em Lisboa. Sindicatos temem que limpeza deficiente dos aviões possa agravar contágio Em plena pandemia e com pouco tempo de paragem nos aeroportos entre voos a limpeza deficiente ou mesmo inexistente dos aparelhos constitui risco acrescido de contaminação. É o alerta deixado pelos sindicatos que representam os trabalhadores dos aeroportos e aviões. O número de infectados pela Gripe A H1n1 em Portugal subiu para 79 depois de nas últimas 24 horas terem sido confirmados mais oito casos de infecção. Os sindicatos querem evitar o contágio quer das tripulações quer dos passageiros e para isso reclamam que as boas práticas inscritas no plano nacional de contingência sejam cumpridas. As tripulações de cabine, sempre que entrem em contacto com passageiros infectados com a gripe A H1N1 devem entrar em período de quarentena. O problema da higienização dos aparelhos constitui um problema preocupante. È que se o pouco tempo que os aviões permanecem em terra entre voos não permite uma limpeza cuidadosa e eficaz, o problema é agravado nas chamadas companhias "Low Cost" em cujos aparelhos as equipas de limpeza nem sequer entram. "Nem sei se lhe posso chamar limpeza, o que o pessoal de bordo faz é mais uma espécie de arrumação", declarou Pedro Lemos, dirigente do SNPVAC. Alerta que é reforçado pelo presidente do Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), André Teives, que pensa que na "pressa de pôr os aviões no ar" a limpeza dos aparelhos "é muito mal feita", aumentando o risco de contágio. Pedro Lemos reclama a necessidade de proceder às "boas práticas" apontadas pelas autoridades de saúde "a bem da saúde pública". Outro motivo de preocupação são os funcionários que fazem o check-in já que contactam directamente com os passageiros e manuseiam as suas malas correndo assim um risco acrescido de contágio. André Teives qualifica o plano de contingência da TAP de "suficiente e bem estruturado", mas sempre vai adiantando que "a divulgação e materialização do plano é manifestamente deficiente" e apesar de existirem equipamentos de protecção individual "ninguém sabe onde estão, como os obter e em que casos utilizar". Em carta enviada à ministra da Saúde no passado dia 25 de Junho, o SITAVA (Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos) podia ler-se que "se a bordo desses aviões (provenientes de países de maior risco) há realmente precauções que são tomadas, o certo é que os passageiros circulam depois nos aeroportos sem que o pessoal de terra saiba minimamente como lidar com essas situações, nem precaver-se delas", lê-se na carta. Era pedido à ministra da Saúde que accionasse as medidas que considerasse "mais convenientes" para a prevenção da doença. Não houve resposta às preocupações manifestadas nessa missiva. A TAP por intermédio do seu gabinete de comunicação já esclareceu que o plano de contingência da empresa abrange todo o grupo, nas vertentes interna (funcionários da empresa) e a externa (clientes). "O plano, que foi estabelecido para a gripe aviária, foi adaptado à gripe A e tem sido actualizado em conformidade com as orientações das autoridades de saúde", adiantou.

publicado por HF às 14:44
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