Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal

26
Jul 09

As crianças devem ficar em casa nas fases em que a pandemia de gripe registe "muitos casos", mas como "isso nem sempre é possível" o investimento deve passar por prevenir a transmissão do vírus nas escolas, defende uma especialista.

 

Maria João Rocha Brito, infecciologista pediátrica e membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), explicou à Agência Lusa que "a situação ideal" nas fases em que se registem muitos casos de gripe A H1N1 é manter as crianças em casa.

Contudo, reconheceu a especialista, "as pessoas têm de ir trabalhar". Nessas situações, sugeriu, o investimento deve dar-se nas escolas, creches e infantários, nomeadamente através de procedimentos que estão a ser recomendados pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Afastar as crianças de possíveis fontes de contágio não é uma tarefa fácil, disse Maria João Rocha Brito. "Estamos a falar de crianças, de abraços e beijinhos, de chupetas e brinquedos", afirmou, acrescentando que estes são actos que podem significar contacto com o vírus.

A especialista lembrou que o vírus é viável nas superfícies entre duas a oito horas e, em alguns casos, até dez horas.

Por essa razão, defendeu, cabe aos adultos, pais, educadores e profissionais assumir uma posição de cidadania e não irem trabalhar quando estiverem doentes, nem levar as crianças para a escola quando estas estiverem doentes.

Grupo de maior risco

De acordo com Maria João Rocha Brito, as crianças abaixo dos dois anos representam o grupo de maior risco, principalmente com menos de um ano, pois são estas que, habitualmente, são internadas devido a complicações com a gripe sazonal.

Sublinhando o pouco que se conhece desta doença, a infecciologista adiantou que a mesma não tem dado "grande motivo de preocupação" para as crianças, mesmo as mais pequenas.

Temos tratado a gripe A H1N1 como uma "doença ligeira a moderada", disse, lembrando que, em muitos casos, são os sintomas que estão a ser tratados, o que significa que nem sequer estão a receber anti-virais.

"Tratamos os sintomas, damos líquidos a beber e aliviamos a febre", frisou.

A especialista sublinha, no entanto, que os casos serão avaliados consoante os padrões da doença que se registem.

Entre 25 de Abril e 20 de Julho, a média etária dos casos de gripe A H1N1 em Portugal foi de 24,1 anos, sendo a do sexo feminino de 27,8 anos e a do sexo masculino de 21,6 anos.

Segundo a DGS, apenas 3,4 por cento dos indivíduos apresentam idade igual ou superior a 60 anos, 20,7 por cento dos casos correspondem a crianças com idade inferior a 10 anos e 31 por cento são referentes a indivíduos com idade igual ou inferior a 18 anos.

Uma larga maioria dos casos (91,3 por cento) dos casos é referente a indivíduos com uma idade igual ou inferior a 50 anos.

Lusa

 

publicado por HF às 18:58
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