Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal

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Jul 09

As grávidas infectadas com o vírus da gripe A (H1N1) correm um risco quatro vezes superior ao das outras pessoas de serem hospitalizadas, indica um estudo norte-americano hoje publicado pela revista médica bitânica The Lancet.

 

 

 

 

Embora não afirmem que as mulheres grávidas são mais susceptíveis de contrair o vírus, os especialistas sustentam que, depois de infectadas, correm um risco mais elevado de complicações.

Neste trabalho, investigadores dos Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos analisaram os primeiros 34 casos surgidos em grávidas no país, incluindo os seis que resultaram em mortes, entre Abril e meados de Junho.

Nesse sentido, recomendam que as mulheres grávidas suspeitas de terem contraído o vírus devem ser tratadas com Tamiflu (nome comercial para o fármaco antiviral Oseltamivir) o mais rapidamente possível, mesmo antes das análises confirmarem o diagnóstico de gripe, e recomendam que elas estejam entre os primeiros grupos a receberem a vacina.

Tamiflu parece seguro em grávidas e deve ser administrado

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já tinha alertado para o risco acrescido de complicações graves nas grávidas infectadas com o vírus, mas sem recomendar a prescrição precoce de antivirais.

Para a principal autora do estudo, Denise Jamieson, dos CDC, os médicos devem agir rapidamente nos casos de grávidas infectadas, de preferência nas 48 horas seguintes ao aparecimento dos sintomas. "A mensagem é: não demorem o tratamento apropriado por estarem grávidas", vincou.

Segundo a OMS, alguns médicos mostram-se relutantes a administrar antivirais a mulheres grávidas. Todavia, embora os dados sobre segurança no uso de Tamiflu em grávidas sejam limitados, Jamieson diz que parece ser relativamente seguro.

Do total de mortes devido à gripe A, seis eram grávidas

"Nenhuma das grávidas que morreram foi tratada a tempo com antivirais. Os CDC preconizam que as mulheres grávidas suspeitas de estarem infectadas com gripe A (H1N1) sejam submetidas a um rápido tratamento antiviral", lê-se no estudo.

Dos seis casos mortais analisados no estudo, quase todos evoluíram para uma pneumonia viral antes de manifestarem problemas respiratórios agudos e foram colocados em ventiladores antes de morrerem. 

À excepção de uma mulher com asma e outra com obesidade, todas eram essencialmente saudáveis.

Das 34 grávidas infectadas analisadas no estudo, 11 foram hospitalizadas. As mulheres grávidas representam 0,62 por cento de todos os casos de doentes com gripe, confirmados ou prováveis.

O Portal de Saúde da Direcção-Geral da Saúde recomenda às grávidas com gripe A que tratem a febre, um dos principais sintomas, para manter a temperatura dentro dos valores normais, e liguem para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) em caso de dúvidas.

Quanto aos antivirais, refere que só devem ser utilizados sob prescrição médica e que não estão descritas complicações na grávida ou no feto com a utilização desses fármacos.

Até agora são conhecidos 248 casos de gripe A em Portugal.

publicado por HF às 15:21
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