Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal

20
Ago 09

A empresa responsável pela gestão da Linha Saúde 24 apresentou ontem ao Governo "propostas" para aumentar a capacidade de resposta do serviço que começarão a ser aplicadas "de imediato", disse à agência Lusa fonte do Ministério da Saúde.

 

O director-geral da Saúde, Francisco George, e o responsável da empresa Linha Cuidados de Saúde (LCS), Artur Martins, estiveram ontem à tarde reunidos cerca de duas horas depois de a ministra Ana Jorge ter acusado a empresa de incumprimento do contrato firmado para a gestão da Linha Saúde 24.

Nesse encontro, "a entidade privada responsável pela gestão da Linha Saúde 24 apresentou propostas para aumentar a capacidade de resposta e cumprir os valores contratualizados", explicou fonte do gabinete de imprensa do Ministério de Ana Jorge, acrescentando que essas propostas serão "aplicadas de imediato" e que será feita uma avaliação das mesmas "num breve espaço de tempo".

 

Ministra acusa empresa de não cumprir contrato

Segundo a ministra da Saúde, aquela Linha está a atender menos sete mil chamadas diárias do que o previsto.

"O que está contratualizado são, no mínimo, dez mil chamadas por dia. Estão a atender três mil", censurou Ana Jorge, à margem da inauguração das novas instalações no Centro Hospitalar de Gaia/Espinho.

A ministra explicou que o incumprimento não se deve apenas à gripe A e frisou que a empresa que gere o serviço (que resulta de uma parceria público-privada) já foi alertada para o problema há algum tempo.

"A linha não é só para a gripe, é para toda a orientação. Mesmo para o que está contratualizado, independentemente da gripe, o número de respostas é cerca de um terço. Não é a gripe que está a sobrecarregar a Linha. Ela não responde porque não foi capaz de se organizar para dar resposta àquilo que foi contratualizado", precisou.

Ana Jorge, que já terça-feira tinha referido a necessidade de haver uma "maior resposta" do serviço telefónico (808 24 24 24), explicou que as reuniões entre a empresa e a Direcção-Geral da Saúde "têm sido sistemáticas" e que o alerta para a necessidade de formação de técnicos já foi feito "há muito tempo".

Dizendo que, da parte do Ministério da Saúde, "tem havido toda a disponibilidade para melhorar" o serviço de atendimento, a ministra deixou o aviso: "Estamos no limite."

publicado por HF às 10:28
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