Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal

28
Ago 09

 

 

A ministra da Saúde, Ana Jorge, considerou hoje "muito positivo" que as equipas de atendimento a doentes com gripe A possam vir a ser reforçadas com médicos reformados e dispensados das urgências, embora a medida não se justifique "de imediato".

 

"Não há razões para entrarem em funcionamento (esses médicos) de imediato, mas tudo tem que ser preparado" antecipadamente, afirmou a ministra.

Ana Jorge falava hoje à tarde aos jornalistas em Odemira, distrito de Beja, depois de inaugurar a segunda fase da Unidade de Cuidados Continuados daquela sede de concelho.

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Carlos Arroz, defendeu hoje, em declarações à agência Lusa, que os médicos reformados e dispensados das urgências podem ser uma solução para fazer face ao aumento dos casos de gripe A (H1N1).

Entretanto, a Associação dos Médicos de Clínica Geral já considerou positiva esta proposta, mas defendeu que estas soluções têm de ser "bem equacionadas".

Quanto ao bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, garantiu à Lusa que a proposta é "muito sensata e exequível", afirmando esperar que o Governo a coloque em prática.

Confrontada hoje pelos jornalistas sobre este assunto, a ministra Ana Jorge afirmou que o que foi sugerido pelo SIM é "muito positivo".

"Isto é de louvar nos sindicatos. Tínhamos trabalhado com eles há algum tempo sobre isso, mas o facto de virem expressamente e publicamente manifestar-se é muito bom", sublinhou.

Ana Jorge garantiu que o ministério ainda está "a trabalhar" nesta matéria, nomeadamente "a ver o enquadramento legal" da medida que, eventualmente, poderá ser necessária no caso de "haver um grande volume de doentes".

"A seu tempo serão identificadas as pessoas e também os locais",
disse, quando questionada quantos médicos reformados ou dispensados poderão vir a ser necessários.

"Neste momento, é precoce estar a falar nas condições que ainda estão a ser definidas", acrescentou, realçando, contudo, que perante a possibilidade de os médicos "também adoecerem" devido ao vírus H1N1 "é excelente" poder recorrer a "um maior leque de profissionais para trabalhar".

Lusa

 

publicado por HF às 09:26
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