Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal

11
Set 09

O encerramento das escolas para travar a propagação da gripe A é sobretudo eficaz no início da epidemia, antes mesmo que 1% da população seja infectada pelo vírus H1N1, recomenda a Organização Mundial de Saúde. O balanço foi hoje também actualizado: o vírus H1N1 matou pelo menos 3.205 pessoas em todo o Mundo desde que foi detectado, entre Março e Abril de 2009.

 

A decisão de encerrar escolas perante a hipótese de propagação do vírus “é muito complicada” e “depende muito do contexto”, refere a OMS em comunicado. “Os estudos sugerem que o encerramento das escolas traz mais benefícios no princípio de uma epidemia, idealmente, antes que 1% da população fique doente”, explica a organização.

“A experiência mostra-nos que as escolas têm contribuído para a propagação do vírus, tanto na própria escola como na comunidade”, pelo que, “o encerramento das escolas poderia reduzir de 30 a 50% a procura de cuidados médicos no pico da pandemia”, considera a OMS, ancorando-se em experiências em vários países de ambos hemisférios, modelos matemáticos e experiência decorrente de outras epidemias.

 

Pesar bem os prós e os contras

A OMS chama no entanto a atenção para “cada caso é um caso” pelo que cada país terá de pesar bem os custos e os benefícios do encerramento das escolas.

“Ao tomar tal decisão, as autoridades educativas e sanitárias têm de estar conscientes dos custos económicos e sociais, que podem ser desproporcionalmente superiores comparados com os potenciais benefícios” do encerramento das escolas, alerta a OMS.

“O maior custo económico resultará do absentismo laboral – dos pais ou cuidadores que terão de ficar em casa a cuidar das crianças”. Com base nos estudos, o encerramento das escolas conduzirá a um absentismo laboral na ordem dos 16%, além das normais ausências por doença.

“Paradoxalmente, o encerramento das escolas levará à diminuição da procura dos cuidados médicos, mas também reduzirá a oferta de cuidados de saúde dado que muitos médicos e enfermeiros são pais de crianças em idade escolar”, sublinha a OMS.

O hemisfério Norte prepara-se para a segunda vaga de gripe A com a chegada da estação fria que coincide com o início do ano lectivo.

3.205 mortos em todo o Mundo

O vírus H1N1 matou pelo menos 3.205 pessoas em todo o Mundo desde que foi detectado, entre Março e Abril de 2009, anuncia hoje a OMS.

Isto representa um aumento de 368 mortes em relação ao último balanço, publicado há uma semana pela organização, e é a primeira vez que o número ultrapassa a barreira das 3.000 pessoas infectadas mortalmente pela gripe A.

O vírus A H1N1 "continua a ser o vírus gripal dominante em circulação, tanto no hemisfério Norte, como no hemisfério Sul", adianta a OMS.

Em média, 76,1% dos novos casos de gripe registados no mundo devem-se a este vírus, de acordo com os dados da OMS. Na passada semana, este número era de apenas 61%.

Apesar de, nas regiões temperadas do Sul, a actividade gripal continuar a diminuir, nas regiões temperadas do hemisfério Norte a actividade é "variável", referem os especialistas.

"Nos Estados Unidos, são assinalados aumentos regionais da actividade gripal, em particular nos Estados do Sueste. A maioria dos países europeus regista uma actividade fraca ou moderada da doença, mas algumas zonas da Europa de Leste começam a registar aumentos de actividade" gripal, diz a OMS.

publicado por HF às 01:13
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