Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal

13
Set 09

Mais de 1.200 pessoas com suspeitas de gripe A passaram pelo Serviço de Atendimento da Gripe (SAG) Oriental desde que abriu, faz segunda-feira um mês.

 

O SAG oriental apenas atende utentes da cidade de Lisboa com suspeita de gripe A. Por essa razão, utentes e profissionais têm cuidados reforçados de prevenção, sendo os primeiros convidados a lavar e desinfectar as mãos logo à entrada do SAG.

A directora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Lisboa Oriental, a que pertence este SAG, contou à Lusa que os utentes têm respeitado de forma ordeira as orientações que lhes são dadas.

"Os utentes entendem a importância de se protegerem e protegerem os profissionais que os atendem", disse Margarida Fragoso Mendes.

Da parte dos profissionais, as principais medidas de prevenção que os distingue dos que trabalham num centro de saúde apenas se registam na altura de utilizar a zaragatoa para colher material biológico para posterior confirmação laboratorial da gripe A.

Nesses casos, os médicos têm de estar cobertos, incluindo com viseiras.

As colheitas eram realizadas a todos os casos suspeitos até 21 de Agosto, altura em que as orientações técnicas recomendaram a confirmação laboratorial da gripe A apenas nos doentes pertencentes a grupos de risco.

Ao SAG Oriental, que abriu a 14 de Agosto, chegam essencialmente doentes encaminhados pela linha Saúde 24, por iniciativa própria ou recomendação de médicos que os atenderam num outro serviço de saúde.

Os casos de gripe A confirmados neste espaço corroboram os que são identificados em todo o mundo: na maioria com menos de 30 anos.

Desde que começou a funcionar, já foram atendidas neste SAG 1293 pessoas, a uma média de 50 por dia, para as quais estão a trabalhar dois médicos, dois enfermeiros e um administrativo.

A forma como o SAG vai continuar a funcionar ainda não está definida, até porque, como explicou Margarida Fragoso Mendes, "o que hoje foi decidido pode ser alterado dentro de dias ou semanas, consoante as orientações das autoridades de saúde mundiais", como a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A responsável pelo ACES de Lisboa oriental considera, contudo, que as medidas preconizadas para a gripe A vão deixar "uma semente", nomeadamente ao nível dos atendimentos.

"Esta ideia do 'antes de ir, telefone' poderá ser benéfica para, no futuro, evitar idas desnecessárias aos serviços de urgência", adiantou.

Por outro lado, também as medidas de prevenção, como a ênfase numa higiene correcta das mãos e a etiqueta respiratória poderão perdurar no futuro, "sobretudo nas crianças, que são quem melhor assimila estas mensagens", sublinhou.

O grande desafio para os profissionais de saúde que trabalham neste SAG "continua": "ter capacidade de adaptação para responder positivamente ao objectivo de mitigação do número de contactos e protecção dos grupos de risco", concluiu.


Lusa

 

publicado por HF às 16:17
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