Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal

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Jul 09

Os casos de Gripe A H1N1 registados em Portugal continuam a aumentar e nas últimas 24 horas as autoridades de saúde deram conta de mais 10 pessoas infectadas pelo vírus. Ao todo são já 96 os casos de Gripe A no nosso país, o que não representa o mesmo número de doentes, pois, na maioria dos casos, a doença já foi tratada e as pessoas retomaram as suas vidas.

 

Como se esperava o vírus da Gripe A continua a sua caminhada e o número de casos de pessoas infectadas continua a aumentar em Portugal. A movimentação de pessoas por causa das férias parece estar na origem do maior números de casos registados.

Segundo a última informação disponível em www.portaldasaude.pt a investigação laboratorial confirmou 10 casos de infecção pelo vírus da Gripe A H1N1, em Portugal, nas últimas 24 horas, sendo que seis dos doentes estão internados no Hospital de São João, no Porto.

Trata-se de um homem de 25 anos e duas adolescentes, uma de 13 e outra de 16 anos, que regressaram de Palma de Maiorca, um homem de 26 anos, proveniente de Marbelha, uma criança do sexo feminino, com 9 anos, vinda de França, e uma menina de 12 anos, que chegou de Espanha.

Chegados do Reino Unido e internados no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, estão dois homens, um de 23 e outro de 29 anos, enquanto no Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, está internada uma criança, do sexo feminino, com cinco anos, que corresponde a um caso transmissão secundária.

O último caso conhecido é o de uma adolescente de 15 anos, proveniente do Reino Unido, que está internada no Hospital do Funchal, na Madeira.

Registados 96 casos em Portugal
Contabilizando estes últimos casos verificou-se que em Portugal, desde o início de Maio, há registo de um total de 96 casos confirmados de Gripe A H1N1, mas o Ministério da Saúde faz questão de relembrar que a totalidade de casos confirmados não representa o mesmo número de doentes já que na maioria dos casos a doença já foi tratada e as pessoas retomaram as suas vidas normais.

O Ministério da Saúde lembra ainda que o aumento do número de casos importados e de transmissão secundária era já previsível pelas autoridades de saúde pública, tendo em conta a evolução natural da epidemia, e que, por isso, não há qualquer razão para alarme, mas sim para uma atenção redobrada.

O Ministério recomenda ainda a toda a população que adopte comportamentos que dificultem a transmissão do vírus. Além da identificação, isolamento e tratamento dos casos, o Ministério da Saúde, através da Direcção-Geral da Saúde, em colaboração com a Escola Nacional de Saúde Pública e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, está, há dois meses, a analisar essa resposta social à transmissão, reportando-a periodicamente, para que os comportamentos da comunidade se adaptem à situação epidemiológica.

Ainda segundo as autoridades de saúde a pré-reserva de vacinas para 30% da população, à semelhança do que foi feito na maioria dos países europeus, está em curso e, neste momento, o Ministério encontra-se a negociar com os diferentes laboratórios farmacêuticos a sua reserva, existindo já a garantia de que Portugal terá a quantidade necessária assim que a vacina for produzida.

 

publicado por HF às 10:04
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