Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal

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Jul 09

Menina de seis anos e médico de clínica geral morreram rapidamente após os primeiros sintomas 

 

Um médico de clínica geral de Bedfordshire, no centro de Inglaterra e uma menina de seis anos, de Londres, são as últimas vítimas da Gripe A no Reino Unido, país que ocupa o terceiro lugar no número de infectados com esta nova gripe e onde já ocorreram 17 mortes. Mas estes dois casos não são só mais dois para as estatísticas e estão a levantar questões sobre a agressividade do vírus, que pode ser maior do que se pensava. Os especialistas querem saber como é que duas pessoas aparentemente saudáveis morrem tão depressa depois de apanharem esta gripe. Todos queremos saber isso.

Segundo a edição online do diário britânico “Times”, tanto o médico como a menina de seis anos morreram muito rapidamente depois de terem mostrado os primeiros sintomas de gripe, como febre ou dores de garganta e de terem sido hospitalizados. E está a investigar-se se, para além da gripe, haveria alguma razão que levasse a este desfecho rápido dos casos. Já tinha ocorrido uma morte de uma menina de seis anos, de Birmingham, no centro de Inglaterra, sendo estes dois casos os dois mais jovens doentes da gripe no país. Segundo a Agência para a Protecção da Saúde, uma organização independente, criada pelo Governo britânico para actuar em caso de risco para a saúde, é a faixa etária entre os cinco e os 14 anos a mais vulnerável à gripe.

Para além destas duas novas vítimas mortais, o primeiro caso registado no Reino Unido de alguém aparentemente saudável e que acabou por morrer, depois de ter contraído gripe A, foi um homem do Sussex, no sul de Inglaterra, que morreu na sexta-feira passada.

O que faz com que pessoas saudáveis cedam tão rapidamente a este vírus? Os especialistas têm poucas respostas sobre o comportamento do vírus H1N1. Mas talvez seja pelo facto deste vírus se propagar mais depressa e mais profundamente nos tecidos do aparelho respiratório, nomeadamente dos pulmões, do que outros vírus da gripe que afectam o trato respiratório superior, como nariz e garganta. Esta particularidade importante do grupo faz com que ocorram casos mais rápidos e mais graves de pneumonia, dizem na revista “Nature” investigadores da Universidade de Wisconson, nos Estados Unidos.

“Há ummal-entendido em relação a este vírus. Ele não actua como as gripes normais, está mais próximo do comportamento da gripe espanhola de 1918”, diz Yoshihiro Kawaoka, coordenador da equipa, num comunicado da Universidade. Kawaoka é reconhecido a nível mundial pelos conhecimentos de virologia na área veterinária. Os testes que levaram a equipa a estas conclusões foram feitos em fuinhas, ratinhos e macacos.

O Reino Unido tem dez mil casos de gripe A registados, o mais elevado a seguir ao México com 10262 e aos Estados Unidos, o recordista, com 33902 casos.

 

publicado por HF às 12:56
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