Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal

25
Set 09

A Secretaria Regional da Saúde admitiu esta quinta-feira encerrar algumas turmas da Escola EB 2/3 da Maia, em S. Miguel, Açores, devido ao elevado número de casos de Gripe A (H1N1) ali registados

 

"Está a ser ponderada a hipótese de encerrar algumas turmas da escola", refere uma nota de imprensa, divulgada no final de uma reunião entre o secretário regional da Saúde, Miguel Correia, e os delegados de Saúde de S. Miguel.

A reunião, destinada a fazer um ponto de situação sobre a evolução da Gripe A em S. Miguel, dedicou especial atenção ao Concelho da Ribeira Grande, o mais afectado, e, em particular, à Escola EB 2/3 da Maia.

Apesar de ainda não ter sido oficialmente confirmado o número de casos registados nesta escola, tem sido registada nos últimos dias uma elevada abstenção entre alunos e docentes.

A Secretaria Regional da Saúde afasta, no entanto, a possibilidade de encerrar a escola mas salienta que a situação está a ser acompanhada com atenção pelas autoridades sanitárias e pela direcção do estabelecimento de ensino.

A decisão de encerrar uma escola tem, segundo a Secretaria Regional da Saúde, "repercussões sociais e económicas", atendendo a que, em muitos casos, obriga a que os pais tenham que ficar em casa para tomar conta dos filhos.

Nesse sentido, o executivo açoriano estima que o encerramento de uma escola implique a paralisação de 16 por cento da actividade laboral, incluindo pessoal de saúde e outros profissionais importantes no combate à Gripe A.

Relativamente à evolução da Gripe A nos Açores, o secretário regional da Saúde, Miguel Correia, considerou que é "normal e previsível".

Lusa

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publicado por HF às 10:30
25
Set 09

O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares admitiu esta quinta-feira que, num cenário grave de pandemia de gripe A, poderá ter de haver "alguma reconversão" dos hospitais para responder às situações, prevendo "grandes dificuldades".

 

"Eventualmente terá de haver alguma reconversão dos hospitais no sentido de se virarem de uma forma mais significativa para o tratamento da gripe A (H1N1)", disse Pedro Lopes à Agência Lusa.

Segundo Pedro Lopes, os hospitais estão a cumprir com as determinações que a Direcção-Geral da Saúde e as Administrações Regionais de Saúde têm dado sobre a adaptação dos serviços para atender estes casos.

"Neste momento, estamos perfeitamente aptos e com capacidade para resolver as situações que têm aparecido", sublinhou o responsável.

No entanto, defende, "temos de ter as condições para que na altura em que a situação se agrave termos as condições criadas para lhe fazer face".

Para o presidente da associação, Portugal tem de estar preparado no sentido de criar um plano que também pense nessas situações em momento limite.

"Isso tem de estar pensado. Depois ter essa capacidade é outra situação", comentou, admitindo que, se a pandemia avançar para números muito elevados, vai haver "grandes dificuldades".

Para enfrentar estas situações, os hospitais terão eventualmente de se readaptar, disse.

"Isso vai implicar situações quer a nível de recursos, quer a nível de disponibilidade do hospital, que provavelmente nas situações programadas, menos graves, terá que se virar para atender as situações mais graves que a gripe A pode levantar", referiu.

Lusa

 

publicado por HF às 10:29
24
Set 09

 

A directora da unidade de cuidados intensivos polivalentes do Hospital de Santo António disse hoje que o doente internado na unidade de saúde do Porto morreu com "infecção bacteriana" e não pela infecção com o vírus da gripe A.

 

Irene Aragão confirmou que o doente que morreu quarta-feira teve contacto com o vírus H1N1, mas realçou que, quando aquele deu entrada no hospital não tinha qualquer sintoma que pudesse ser associado à gripe A.

"Afirmar que ele morreu por gripe A seria muito exagerado", corroborou o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, presente na mesma conferência de imprensa.

No serviço do Hospital de Santo António onde o doente - de 41 anos, com transplante renal há 14 anos e em rejeição do órgão, e que tinha uma infecção abdominal de origem bacteriana - esteve internado registaram-se dois casos de gripe: um de um doente e outro de uma enfermeira, mas esta não chegou a contactar com o doente que entretanto morreu, indicou Irene Aragão.

Dia 3 de Setembro, o doente em causa foi internado no Hospital de Santo António, na sequência de um quadro de infecção com pneumonia, com prognóstico reservado.

Por precaução, acrescentou a responsável clínica, foram realizados exames laboratoriais e constatou-se que o doente tinha "serologia positiva", ou seja, que estava em contacto com o vírus.

Mais de 2200 novos casos de síndrome gripal foram diagnosticados entre 14 e 20 de Setembro, dos quais duas dezenas resultaram em hospitalizações, segundo o Ministério da Saúde.

Dos 20 doentes hospitalizados, oito estiveram em unidades de cuidados intensivos, sendo que cinco estavam internados na semana anterior.

 

publicado por HF às 11:35
24
Set 09

 

Um homem de 41 anos, infectado com o vírus da Gripe H1N1, morreu no Hospital de Santo António no Porto, tornando-se na primeira vítima mortal em Portugal - anunciou esta quarta-feira a ministra da Saúde. A vítima era um emigrante português em França, de férias em Portugal, que tinha um transplante renal há 14 anos e estava em rejeição do rim.

 

Segundo a ministra Ana Jorge, o doente estava internado no Hospital de Santo António desde 3 de Setembro, com prognóstico reservado, devido ao agravamento do quadro clínico de uma infecção bacteriana com pneumonia.

Antes, a vítima esteve internada numa unidade de saúde francesa com uma infecção bacteriana, tendo, a seu pedido, recebido alta no final do mês de Agosto e viajado para Portugal.

Desde que entrou no Hospital de Santo António, e de acordo com a ministra Ana Jorge, o doente manteve sempre uma situação clínica "grave com falência de vários órgãos".

Devido à existência de dois casos de infecção com o vírus H1N1 no serviço de infecto-contagiosas, o hospital efectuou análises a vários doentes, tendo o resultado, conhecido a 15 de Setembro, dado positivo no homem que faleceu hoje de manhã.

Numa conferência de imprensa sem direito a perguntas, a governante reiterou que se mantém todas as medidas até agora adoptadas para prevenção do vírus H1N1, referindo que os serviços e a população devem manter-se tranquilos e respeitar todas as instruções que têm sido difundidas.

"Esta gripe continua a apresentar padrões clínicos correspondentes aos inicialmente previstos", tranquilizou a ministra da Saúde.

Ana Jorge anunciou para sexta-feira, às 10h horas, mais esclarecimentos sobre este caso, numa conferência de imprensa a realizar no Hospital de Santo António, no Porto, com o corpo clínico que acompanhou o doente.

A ministra fez também esta quarta-feira novo balanço da situação da gripe A em Portugal.

No período entre 14 e 20 de Setembro foram diagnosticados 2.213 novos casos de síndrome gripal.

Nessa semana estiveram hospitalizados 20 doentes. Destes, 8 em unidades de cuidados intensivos, sendo que 5 já estavam internados na semana anterior.

Relativamente à situação clínica, a maioria dos casos diagnosticados não registou gravidade.

A maioria dos casos (88,3%) registou-se em Portugal Continental. Na Região Autónoma dos Açores verificaram-se 10,5% dos casos e 1,2% na Região Autónoma da Madeira.

O Ministério mantém o alerta aos cidadãos para, em caso de sintomas de gripe, contactarem de imediato a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) e seguirem as indicações que lhes são dadas.

O Ministério da Saúde faz, semanalmente, o ponto de situação da evolução da infecção da Gripe A no seu site. A mesma informação pode também ser consultada no Microsite da Gripe, no site da Direcção-Geral da Saúde.

 

publicado por HF às 08:37
23
Set 09

 

Com letras compostas pelos professores ou retiradas da Internet, os estabelecimentos estão a usar a música como receita para  ensinar as crianças a evitar o vírus H1N1

 

Os alunos e pais da Escola Básica de São Bruno, em Caxias, começaram o ano ao som do "Rap da gripe A", uma canção composta pelos professores para informar sobre os riscos da pandemia. Vários colégios do País, como o Infantário Pinóquio, em Leiria, estão a apostar em músicas de rimas fáceis para ensinar as mais novos a evitar beijos e abraços. Uma preocupação reforçada porque as crianças e jovens são um dos grupos mais afectados pelo H1N1. Além disso, são mais descuidados, facilitando a transmissão do vírus entre si.

"Sem abraço, sem beijinhos, sem aperto de mão. Não é desprezo, é apenas protecção", diz a letra adoptada no infantário leiriense, tirada de uma campanha da Turma da Mônica (ver caixa). "Começámos o ano com uma palestra para os pais, mas para as crianças precisávamos de uma forma mais simples de passar a informação. As educadoras acabaram por tirar esta canção da Internet", explica Paula Lopes, assistente da direcção do infantário, que tem 115 crianças. "No dia seguinte alguns pais disseram-nos que quando se iam despedir dos filhos eles respondiam a cantar que não queriam beijinhos.

A produção de canções sobre a gripe A é uma das iniciativas previstas no projecto "Ler +, agir contra a Gripe", lançado pelos ministérios da Saúde e da Educação. O objectivo é conseguir envolver os alunos na prevenção da pandemia através de actividades feitas por eles - incluindo livros, blogues e cartazes.

Nas escolas do agrupamento de São Bruno, os professores compuseram um rap que foi apresentado (e cantado) em todas as sessões de recepção com alunos e pais. " É mais fácil interiorizarem a informação daquelas 10 quadras do que lerem 30 páginas do plano de contingência", explica a professora Isabel Lourenço, da direcção do agrupamento. "A letra é da autoria do professor José Lopes, que é um dos responsáveis pela biblioteca, e a música da professora Heleida Monteiro. Optámos por ser em rap porque é um ritmo que os miúdos gostam e aprendem bem".

Para o pediatra Gomes Pedro, a gripe A deve ser explicada aos mais novos a partir dos três anos, mas o ideal é tornar a prevenção um jogo, já que "a criança é sensível à vitória e ao sucesso". As canções são também uma forma eficaz de as crianças memorizarem informação, regras e comportamentos adequados.

Outra iniciativa prevista pelo Ministério é o desenvolvimento de livro digitais. O primeiro, com texto de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada e ilustrações de Nuno Feijão, chama-se "Nuno Escapa à gripe A". O segundo tem uma canção e até um teledisco. "Já sei que a gripe A chegou. Mas eu estou bem preparado: lavo mil vezes as mãos, a toda hora em todo o lado", diz o refrão da letra de Inês Pupo, disponível no site do Plano Nacional de Leitura.

Também a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR) está preocupada com o possível impacto da gripe A no funcionamento das Comissões de Menores.

Por isso, numa mensagem enviada às 282 Comissões, o presidente Armando Leandro sugere que estas preparem planos de contingência que indiquem locais de funcionamento alternativos, lembrando que o serviço não pode fechar. A Comissão recomenda também que seja pedida ajuda aos municípios.

publicado por HF às 18:27
23
Set 09

Quando o auge da primeira onda pandémica da gripe A (H1N1) atingir Portugal, o que se espera venha a acontecer neste Outono, serão poucos os portugueses vacinados e que tenham adquirido imunidade contra a doença, só alcançada cerca de duas a três semanas após a vacinação.

 

Os primeiros lotes de vacinas, em pequena quantidade, só deverão chegar a Portugal, na melhor das hipóteses, a partir de Outubro, e serão destinados prioritariamente e de forma faseada aos grupos de risco.

Conforme o director da Escola Nacional de Saúde Pública, Constantino Sakellarides, admite ao CM, apesar de toda a urgência que se tem colocado a nível internacional na produção da nova vacina, a cargo de alguns laboratórios em vários países, esta não chegará a tempo de os portugueses enfrentarem a primeira onda de pandemia. “É provável que haja uma primeira onda no Outono, e durante essa onda só uma parte dos portugueses estará vacinada, não chegará a tempo de vacinar todos os grupos de risco, já contávamos com isso.”

Segundo o especialista, o grande impacto da vacina será “dificultar a segunda onda, não permitir a propagação do vírus e criar imunidade de grupo”. As vacinas deverão chegar a Portugal a partir de Outubro.

O administrador hospitalar Manuel Delgado admite que possa haver “algum atraso” na imunidade para enfrentar a primeira onda, mas assegura que os serviços hospitalares estão preparados para um aumento de afluência dos utentes.

 

CARLA SILVA RECUPERA EM CELORICO

Carla Silva, uma das vítimas mais graves do vírus H1N1, já está a recuperar perto de casa e da filha bebé, em Celorico de Basto. "Quando a filha a viu, começou logo a rir", contou ao CM Artur Silva, marido de Carla.

A paciente deixou a unidade de infecto-contagiosas do Hospital de São João, no Porto, há uma semana. Carla, de 30 anos, pode agora ver Gabriela, de seis meses, diariamente, durante as visitas ao Centro de Fisioterapia de Celorico, onde ainda está internada para reabilitação. "Já fala bem e já anda, mas ainda tem pouca força nos braços", disse ao CM Artur Silva.

A jovem está curada da gripe A e da pneumonia associada. Falta saber ainda como foi infectada.

"Foi um susto muito grande, mas o pior já passou", referiu o marido. Artur queixa-se do atendimento no Centro de Saúde de Celorico de Basto e elogia o serviço da unidade de infecto-contagiosas do Hospital de São João.

 

GRIPE VISTA À LUPA

Duas doses da nova vacina deverão ser necessárias para as crianças com idades inferiores a dez anos, porque não têm um sistema imunitário maduro. Os adultos deverão ser vacinados com uma dose.

DOENTES

Os dois doentes internados na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Curry Cabral, Lisboa, apresentam ligeiras melhoras. O jovem internado no Hospital de Faro continua em coma induzido.

15 de Setembro é a data da aprovação da nova vacina pela FDA, aautoridade americana do medicamento.

TÉCNICA DE PRODUÇÃO

A técnica de produção da nova vacina da gripe A é igual à da sazonal, pelo que é possível aos laboratórios acelerarem o processo de fabrico.

"O plano de contingência tem tido um papel importante na contenção da propagação, mas é difícil lutar contra os vírus", Meliço Silvestre, Epidemiologista

Cristina Serra/ M.T.
publicado por HF às 18:24
23
Set 09

Quatro alunos da Academia de Ávila, o maior complexo policial de Espanha, foram diagnosticados com o vírus H1N1, avançou esta quarta-feira o jornal 'El Mundo'.

 

Os alunos que ingressariam no Corpo Nacional da Polícia foram isolados, no entanto, a Academia acolhe cerca de 2800 pessoas, entre alunos e funcionários, o que torna o risco de contágio elevado.

publicado por HF às 18:22
23
Set 09

 

Músico norte-americano garantiu que não teve sexo com porcos, numa alusão ao vírus também conhecido por «gripe suína»

 

O norte-americano Marilyn Manson anunciou, na sua página do Facebook, que contraiu o vírus H1N1, mais conhecido por Gripe A.

O músico garante que o diagnóstico foi feito «por um médico a sério» e adiantou que não teve sexo com porcos, numa alusão à pandemia também conhecida como «gripe suína».

«Já sei que todos vão dizer que apanhei a doença ao f**** um porco. No entanto, o médico disse que as minhas escolhas passadas em relação às mulheres não contribuíram de forma alguma para que eu contraísse esta misteriosa doença», escreveu Manson.

Marilyn Manson e a sua banda estão actualmente em digressão pelo Canadá, seguindo depois para a Austrália e para o continente europeu.

A 1 de Dezembro, a Arena do Campo Pequeno receberá a apresentação do mais recente álbum «The High End of Low». O disco já foi apresentado em Portugal num concerto no Coliseu do Porto, no passado mês de Junho.

 

publicado por HF às 18:19
23
Set 09

A DGS (Direcção Geral de Saúde), está a enviar uma mensagem para todos os numeros de telemóvel registados, com a seguinte mensagem:

 

"Com sintomas de gripe fique em casa e ligue 808242424 ou contacte o seu médico. Reforce as medidas de higiene. Evite contagiar outros. Consulte www.dgs.pt"

publicado por HF às 13:58
22
Set 09

A directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou hoje que, aparentemente, o vírus da Gripe A H1N1 não evoluiu para uma forma mais grave e salientou que o desenvolvimento das vacinas segue o seu curso.

 

"Até agora, as vacinas revelaram-se muito eficazes", declarou Margaret Chan, na abertura da reunião anual da OMS para a região do Pacífico Ocidental, em Hong Kong.

"O vírus pode sofrer mutações a qualquer momento, mas desde Abril que podemos constatar, a partir de dados fornecidos por laboratórios do mundo inteiro, que o vírus é muito similar (ao seu estado anterior)", indicou Chan.

Três mil milhões de doses de vacinas poderão ser produzidas cada ano, frisou a responsável pela OMS, precisando que a China começou já a vacinar a sua população.

Apenas os pacientes de alto risco, como as pessoas idosas, os obesos e as pessoas com doenças crónicas poderão ser fortemente afectadas pelo vírus, acrescentou.

Hong Kong, que esteve na primeira linha face à epidemia da pneumonia atípica (SARS) em 2003 e que está em estado de alerta face à gripe aviária, tomou uma série de medidas estritas para combater a gripe A, nomeadamente um reforço dos controlos fronteiriços.

Margaret Chan foi responsável pelos serviços de saúde de Hong Kong durante nove anos, e geriu neste cargo as crises da gripe aviária e da pneumonia atípica.

A semana passada, a OMS anunciou que pelo menos 3.486 pessoas já tinham morrido em todo o mundo devido à gripe A H1N1 desde que este vírus foi identificado, em Março deste ano.



Lusa

 

publicado por HF às 13:19
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