Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal
28
Ago 09

Os governos britânico e francês anunciaram esta quinta-feira que receberam as primeiras doses da vacina contra a gripe A (H1N1)

 

O Ministério da Saúde britânico anunciou que recebeu as primeiras doses da vacina para combater o vírus H1N1, estando à espera de uma autorização para começar o processo de distribuição e vacinação.

A vacina foi fornecida pela empresa farmacêutica norte-americana Baxter, mas "ainda não passou pelo processo de autorização", indicou uma porta-voz do ministério.

O fármaco deverá receber a autorização no início de Outubro "se tudo correr sem problemas", acrescentou a mesma fonte.

A ministra da Saúde francesa, Roselyne Bachelot, também anunciou esta quinta-feira a recepção das primeiras doses da vacina.

Roselyne Bachelot escusou-se a adiantar o número exacto das doses "por motivos de segurança", referindo, no entanto, que o orçamento total para os quatro laboratórios fornecedores da vacina é de "mil milhões de euros".

A par dos laboratórios confirmados anteriormente pelo governo de Paris (o francês Sanofi-Pasteur, o suíço Novartis e o inglês GlaxoSmithKline), a ministra afirmou que a França também efectuou um pedido à farmacêutica norte-americana Baxter.

França, com 94 milhões de doses compradas, é o país da União Europeia (UE) que reservou mais vacinas até agora, estando a planear vacinar toda a população.

Segundo as previsões da Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina contra a gripe A só começaria a ser disponibilizada pelos laboratórios em Setembro.

Países da UE enfrentam doença com planos de vacinação distintos

Os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) vão combater a propagação da gripe A durante o Outono com diferentes planos de vacinação, apesar das tentativas para concertar estratégias contra o vírus H1N1.

Por exemplo, os planos de vacinação no Reino Unido prevêem abranger 100 por cento da população, enquanto Portugal anunciou uma pré-reserva de vacinas para 30 por cento da população, sendo o país do espaço comunitário que encomendou o menor volume de vacinas (três milhões de doses).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) advertiu que o pior da pandemia pode estar para vir e alertou a comunidade internacional para estar preparada para enfrentar uma segunda vaga do vírus nos próximos meses.

Apesar dos 27 terem acordado, esta semana, orientações gerais para combater o ressurgimento da pandemia, cada Estado-membro está a planear vacinar diferentes grupos da população em função da política de saúde e dos recursos económicos de cada país.

Na primeira fase de vacinação, que terá lugar quando o novo fármaco estiver disponível, a partir de meados de Setembro segundo a OMS, os países da UE vão dar prioridade a três grupos da população: doentes crónicos, grávidas e profissionais do sector médico.

Estes critérios comuns são orientações e não medidas obrigatórias, uma vez que parte do princípio que vão existir vacinas suficientes para que todos os países possam imunizar, ao mesmo tempo, os grupos populacionais identificados.

Após a primeira fase, cada país poderá continuar a administrar vacinas de acordo com os seus planos nacionais.

França

Com 94 milhões de doses compradas, é o país que reservou mais vacinas até agora, estando a planear vacinar toda a população, à semelhança do Reino Unido - o país europeu mais afectado pelo novo vírus -, que prevê imunizar todos os cidadãos com 90 milhões de doses.

Os países acreditam que vão ser necessárias duas doses da vacina para imunizar todas as pessoas, mas a OMS já avisou que é preciso esperar pelos resultados dos primeiros ensaios clínicos. 

Alemanha

O país mais populoso da UE, ocupa a terceira posição no número de doses reservadas, 50 milhões, que serão utilizadas para vacinar 25 milhões de pessoas.

No entanto, as autoridades alemãs anunciaram que pretendem adquirir doses suficientes para vacinar pelo menos 65 dos 80 milhões de habitantes.
Espanha

O governo espanhol comprou 37 milhões de doses para vacinar mais de um terço da população (40 por cento).

Itália

Por seu lado, Itália reservou 24 milhões de doses e prevê vacinar, em duas fases, entre 30 a 40 por cento da população total do país, enquanto a Holanda encomendou cerca de 34 milhões de doses da vacina, que serão suficientes para imunizar todos os seus cidadãos.

Portugal

Em Portugal, continua a não haver indicações precisas sobre a chegada das seis milhões de doses encomendadas pelo Governo. A ministra da Saúde, Ana Jorge, já anunciou no entanto que Portugal deve "em princípio" adoptar a estratégia de vacinação proposta pela UE.

Lusa

publicado por HF às 12:23
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