Gripe A (H1N1)
Noticias sobre a evolução da Gripe A em Portugal
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Jul 09

O alerta é lançado por um dos mais respeitados investigadores da gripe a nível mundial: as autoridades de saúde estão a dormir e, por isso, foram surpreendidas pela rápida disseminação da Gripe A.

 

Segundo Alan Hay, do Centro Mundial da Gripe, o aparecimento rápido de muitos casos no Reino Unido não teve a devida resposta por parte do Ministério da Saúde, pelo que será de esperar o surgimento de mais mortes.

«Fomos surpreendidos pela forma como o vírus de espalhou. Há algumas semanas antecipámos que surgiriam pequenos surtos durante este período, com um regresso em força no Outono ou Inverno, o que não viria a suceder», referiu, em declarações ao «The Guardian».

Na sua opinião, as autoridades foram mesmo «apanhadas a dormir» perante a emergência de um surto tão forte, pelo que os meios de resposta não foram os mais adequados. No Reino Unido, aliás, as evidências são gritantes, pois morreram 17 pessoas devido à Gripe A.

Hay esclarece, ainda, que a pandemia atinge particularmente a crianças dos cinco aos 14 anos, sendo que a maioria dos casos em todo o mundo incidem em idades inferiores aos 30 anos. Os nascidos antes de 1957 são «particularmente resistentes» ao vírus H1N1, o que indica que possa transportar uma imunidade residual.

O especialista só teme que a situação possa piorar nas alturas mais frias do ano: «A preocupação é que a situação possa mudar e o que o vírus se torne mais virulento. A proporção de infecções graves pode aumentar, provocando mais mortes. Estamos a acompanhar a situação intensamente nos laboratórios em todo o mundo, registando-se ligeiras mudanças nos vírus».

Alan Hay desvaloriza o surgimento de alguns casos de resistência ao tamiflu: «Não sabemos bem o que esperar, porque não esperávamos este comportamento. As implicações ainda não são conhecidas».

 

Autoridades pedem calma

Entretanto, as autoridades de Saúde britânicas apelaram à calma, nomeadamente depois da morte de Chloe Buckley, uma rapariga de seis anos, e de Michael Day, um médico que não apresentava qualquer problema de saúde.

A Associação de Médicos Britânica e o Real Colégio de Clínicos Gerais continuam, porém, a apelar à calma. «Sabendo que estas mortes são tragédias, mas também preocupações, é importante não entrarmos em pânico e continuar a seguir os conselhos das autoridades de saúde», frisou Laurence Buckman, presidente da Associação de Médicos.
 

publicado por HF às 19:13
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